E se as seguradoras conhecessem tecnicamente os imóveis que seguram?
Imóveis parecidos podem representar riscos muito diferentes
Quando pensamos em seguro residencial, pensamos em risco. Incêndio, danos elétricos, vazamentos, alagamentos e uma série de eventos que podem comprometer um imóvel e gerar prejuízos para proprietários, moradores e seguradoras.
Para avaliar esse risco, o mercado segurador utiliza diferentes informações sobre o imóvel e sobre a contratação: localização, idade, características construtivas, tipo de ocupação, coberturas escolhidas, histórico e outros dados relevantes para seus modelos de subscrição.
Mas existe uma dimensão que ainda pode enriquecer significativamente essa análise: a condição técnica real daquele imóvel.
Imagine dois apartamentos localizados no mesmo edifício: eles têm a mesma idade, metragem, características construtivas equivalentes e estão sujeitos praticamente às mesmas condições externas. No cadastro, são parecidos.
Mas, ao entrar nesses imóveis, podemos encontrar duas realidades diferentes. Em um deles, o quadro elétrico foi modernizado, as instalações estão adequadas às demandas atuais, as manutenções são realizadas regularmente e não existem sinais relevantes de infiltração ou deterioração.
No outro, o quadro elétrico pode estar obsoleto, as instalações terem sofrido diferentes intervenções ao longo dos anos, existirem sinais recorrentes de umidade e alguns sistemas já estarem próximos ao fim de sua vida útil.
Do ponto de vista técnico, representam riscos completamente diferentes!
É justamente nessa diferença que existe uma oportunidade importante para o mercado segurador.
Do risco presumido ao risco técnico
Depois de quase uma década atuando diretamente em manutenção residencial e analisando milhares de ocorrências reais, a Otto estruturou um conhecimento técnico que permite observar os imóveis sob outra perspectiva. Esse conhecimento deu origem ao THOTH, nosso Hub de Inteligência Técnica do Imóvel, e ao Score Técnico do Imóvel. O Score acrescenta uma nova camada de informação à análise do ativo: sua condição técnica. A partir das informações disponíveis sobre o imóvel, é possível estruturar uma leitura dos seus sistemas e componentes, identificar pontos de atenção, sinais de deterioração, necessidades de manutenção e fatores que podem representar maior exposição a determinadas ocorrências.
Não se trata de substituir os modelos tradicionais de avaliação de risco utilizados pelas seguradoras.
Trata-se de enriquecê-los com uma informação que até então é difícil de transformar em dado estruturado: o estado técnico do imóvel.
Conhecer o risco também permite agir sobre ele
Talvez essa seja uma das possibilidades mais interessantes dessa nova camada de inteligência.
Quando conseguimos identificar tecnicamente um risco antes da ocorrência, deixamos de olhar apenas para a consequência e passamos a enxergar também a prevenção. Um sistema elétrico que apresenta sinais de obsolescência pode ser atualizado, uma infiltração em evolução pode ser investigada antes de evoluir e provocar danos maiores, um componente próximo ao fim de sua vida útil pode entrar em um planejamento de manutenção.
O risco deixa de ser apenas algo a ser calculado. Em determinados casos, ele passa a ser algo sobre o qual é possível agir.
Para seguradoras, isso abre possibilidades que vão além da subscrição: programas de prevenção, orientação ao segurado, manutenção preventiva, acompanhamento da evolução técnica do imóvel e estratégias de redução de exposição a determinados tipos de ocorrência.
E existe outro fator importante: imóveis mudam
O risco técnico de um imóvel não permanece igual ao longo do tempo. Imóveis envelhecem, passam por reformas, recebem novos equipamentos.
Renovar seguros anualmente, de forma automática, principalmente em caso de imóveis antigos, nos parece uma prática pouco cuidadosa.
Por isso, conhecer tecnicamente um imóvel não precisa ser apenas uma fotografia realizada no momento da contratação.
Pode se transformar em uma leitura que acompanha a evolução daquele ativo.
Essa visão abre caminho para uma relação diferente entre seguradora, segurado e imóvel: menos baseada apenas na reação ao evento e mais orientada por conhecimento, prevenção e acompanhamento.
Uma nova camada de inteligência para o mercado segurador
Durante muitos anos, a Otto entrou nas casas quando o problema já havia acontecido.
Incêndio, alagamento, curto circuito, queda de telhado. Foi assim que aprendemos.
Cada vazamento, falha elétrica ou infiltração, e cada diagnóstico realizado ajudaram a construir uma compreensão cada vez maior sobre como os imóveis falham, envelhecem e exigem manutenção.
Hoje, com o THOTH e o Score Técnico do Imóvel, conseguimos transformar esse aprendizado em informação estruturada.
E talvez uma das aplicações mais importantes desse conhecimento esteja justamente no mercado de seguros.
Porque, se o negócio de uma seguradora é entender risco, conhecer tecnicamente aquilo que está sendo segurado pode mudar profundamente a qualidade dessa leitura. Depois de tantos anos chegando quando o problema já aconteceu, estamos usando tudo o que aprendemos para chegar antes dele.
THOTH by Otto — Inteligência Técnica aplicada ao imóvel.























